EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA NOS SÉCULOS XX E XXI



   O tema da aula foi educação e tecnologias nos séculos XX e XXI.
   A professora Sule nos apresentou um material muito interessante, com autores como Maria Helena Bonilla, Nelson Pretto, Sérgio Amadeu e André Lemos. Eles discutem como a tecnologia influencia e transforma o espaço educacional, e isso nos ajudou a enxergar a educação sob uma nova perspectiva. Uma coisa que nos chamou bastante atenção foi perceber que, desde sempre, a educação tem se apoiado em tecnologias para mediar o processo de aprendizagem, seja por meio da TV Escola nos anos 1990, seja com os tablets e internet nos dias de hoje. Aprendemos que essa inserção da tecnologia nas escolas nem sempre foi feita de maneira democrática. Muitas vezes, os programas e materiais são padronizados, sem respeitar a realidade e a diversidade regional do nosso país. Também nos preocupamos ao ver que, em vários momentos, a formação dos professores ficou nas mãos de empresas privadas sendo um risco quando se pensa em uma educação pública, crítica e de qualidade.

Entendemos ainda mais sobre a relação entre políticas públicas e tecnologias na educação. Aprendemos também que essas políticas foram sendo construídas ao longo do século XX e vêm se modificando bastante no século XXI. No começo, a tecnologia era vista apenas como um meio de transmitir conteúdos prontos, sem considerar o cotidiano das escolas. Mas, aos poucos, surgiram políticas que passaram a enxergar a tecnologia como uma ferramenta para melhorar a educação, pelo menos na teoria.

Vimos, por exemplo, programas como o ProInfo e o UCA (Um Computador por Aluno), que buscavam promover a inclusão digital. A proposta parecia revolucionária: entregar equipamentos tecnológicos para alunos de escolas públicas, tanto na cidade quanto no campo. No entanto, percebemos que, muitas vezes, isso acabou sendo uma falsa inclusão. Afinal, de que adianta fornecer computadores se não há internet, energia elétrica, estrutura ou formação adequada para os professores?
Um exemplo muito claro disso foi o ProInfo Rural, que tinha como objetivo levar acesso digital a áreas mais afastadas. Mas, na prática, os equipamentos acabavam se tornando apenas objetos na sala de aula, sem real função pedagógica.

Tudo isso nos levou a refletir que a verdadeira integração entre tecnologia e educação precisa ser política de Estado, não só de governo. É necessário criar uma base firme que vá além de mandatos, garantindo continuidade e investimento na formação dos educadores. Só assim as tecnologias vão deixar de ser modismos temporários e passar a fazer parte das práticas pedagógicas de forma estruturante e transformadora.







Comentários

  1. Concordo com vocês meninas, quando falam sobre a falsa inclusão, pois se a instituição não oferece o básico que seria energia elétrica, água potável, acesso à internet do que adiantaria esses computadores nessa escola? O governo precisa, antes de ofertar o programa, oferecer qualidade de ensino.

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    1. Yslaine, penso que não podemos pensar que para chegar a tecnologia antes precisamos ofertar um ensino de qualidade. Precisamos pensar que a chegada de qualquer politica deve ser articulada: precisa chegar a energia elétrica, a infraestrutura necessária, pois isso vai favorecer o ensino de qualidade. Se esperarmos o ensino de qualidade para chegar alguma coisa na escola pública, nunca teremos a chegada das políticas.

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  2. Realmente, meninas, ao observarmos a questão da democratização do acesso ás tecnologias nas escolas, percebemos que ainda há muitos obstáculos a serem superados. Além disso, como vocês bem destacaram, não basta apenas disponibilizar recursos tecnológicos, é fundamental investir na formação dos educadores. Somente com esse preparo eles poderão alinhar o uso das tecnologias às práticas pedagógicas, contribuindo de forma significativa para a aprendizagem dos alunos.

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  3. De fato meninas, vocês exemplificaram bem a forma como os programas digitais chegam até a escola com o acesso limitadíssimo, impedindo assim uma dinâmica melhor usando os recursos tecnológicos. É de suma necessidade que os professores tenham uma formação profissional nesse contexto para que possam contornar essa situação lamentável. O acesso à educação tecnológica é um direito de todos e precisa ser colocado em prática, afim de que os alunos tenham uma educação mais dinâmica e igualitária. Muito bem.

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  4. A gente percebe a importância da tecnologia junto à educação quando olha para os séculos passados e consegue perceber a evolução. Infelizmente ainda com muitas lacunas de acesso e inclusão, mas como vocês citaram, há muitos programas com o intuito de melhorar essa questão. O que as escolas precisam agora é de políticas públicas para melhorar o uso da tecnologia nas escolas e a questão da estrutura, como vocês citaram. Realmente, nada adianta fornecer computadores, se não há como usar.

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  5. Isso mesmo, meninas, a gente percebe que precisamos olhar com mais atenção sobre como as tecnologias entram nas escolas, até porque não basta só entregar os equipamentos tecnológicos. Tem que existir uma base melhor, formação e um projeto que sempre vá se atualizando para todos os professores, para poder fazer sentido quando estiver sendo aplicada.

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  6. É preocupante que a inclusão digital nem sempre seja feita de forma justa e que a formação dos professores muitas vezes dependa de empresas privadas. Concordo com o que falara sobre programas como ProInfo e UCA que parecem ótimos, mas sem internet e estrutura, acabam sendo só uma 'falsa' inclusão. Precisamos de políticas de Estado que garantam uma verdadeira integração da tecnologia na educação, para que isso realmente faça a diferença!
    DANDARAH JANINE

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  7. Juliana e Milena, vocês construíram uma bela reflexão, considerando os aspectos que impedem a implementação das politicas públicas de tecnologias na escola. Mas, quero convidá-las para problematizar e refletir sobre essa afirmação "Mas, aos poucos, surgiram políticas que passaram a enxergar a tecnologia como uma ferramenta para melhorar a educação, pelo menos na teoria.". Observem que não é uma questão de implicar com o termo, mas que o próprio texto sugerido para leitura e a discussão da aula, mostrou que a tecnologia não é uma ferramenta para melhorar a educação. Conforme afirma Bonilla, no seu texto sobre as políticas publicas de inclusão digital na escola, "é necessário ultrapassar a ideia de uso das TIC como ferramenta de capacitação para o mercado de trabalho, através de cursos técnicos para a população de baixa renda, ou então como meras ferramentas didáticas para continuar ensinando os mesmos conteúdos na escola". O que quero que reflitam é o que esta perspectiva da tecnologia como uma ferramenta para melhorar a educação é a perspectva de "animar" a velha educação. Precisamos questionar: essa perspectiva está estrutura as políticas com propostas que levam a autoria, a colaboração, a produção de conhecimento e culturas? Não queremos aulas mais modernas e interessantes - lembram do vídeo tecnologia ou metodologia? O que queremos é que pensem em práticas que envolvam as crianças para sair do lugar de consumidor de conteúdo, para juntos tornarem-se produtores de conteúdos e conhecimento.

    Outro aspecto, importante continuar atentando para as orientações. Embora tenham realizado uma excelente reflexão, não consegui perceber uma articulação dos temas com o texto sugerido para leitura. Atentem que até agora não estão avançando nos aspectos para explorar imagem, link, vídeo ou ilustração para enriquecer a postagem, pois estão explorando apenas uma linguagem que é a imagem em formato de desenho. Observem que temos muitos temas dentro da postagem que podem fazer um hiperlink - exemplo, quando citam o UCA, poderiam fazer um hiperlink para a página desse programa no governo federal (https://www.gov.br/fnde/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programas/proinfo/programa-um-computador-por-aluno-prouca), podem ao lugar da imagem trazer algum vídeo para fortalecer a reflexão e etc.. OU seja, estou sentido falta de explorar e buscar conhecer as outras possibilidades criativas e outras linguagens para o diário digital, certo? Bjos e parabéns pelo processo.

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