Educação em tempos de fake news: o que a escola precisa enxergar.
Hoje vamos abordar sobre a temática fake news, que nossas colegas do podcast QUINTA D’ELAS, trouxeram para vermos e debatermos em sala. Sabemos que nós vivemos em um tempo que a informação falsa circula com uma velocidade impressionante e muito assustadora, em que qualquer pessoa, em qualquer lugar, pode publicar uma “notícia” e, em poucos minutos, ela já alcança centenas, milhares, às vezes milhões de pessoas em um estalar de dedos, são chamadas de “fake news” (notícias falsas) que se tornaram um desafio real e urgente para nós, não apenas para a sociedade em geral, mas especialmente para a educação e para a escola.
Falar sobre fake news é também falar sobre formação crítica. Sendo preciso que a escola precisa fazer esse debate como parte essencial da formação dos estudantes. Não basta apenas ensinar a ler e escrever, é preciso formar leitores do mundo, capazes de questionar, de ter o poder da dúvida e de ir atrás da verdade, sem propagação de falsas notícias, de investigar e reconhecer quando estão diante de uma informação falsa ou manipulada.
No cotidiano, as tecnologias digitais fazem parte da vida de quase todos. Alunos chegam já conectados nas escolas, com acesso a diversos vídeos, redes sociais, memes e notícias (sejam elas, verdadeiras ou não). Muitos professores também usam essas ferramentas no planejamento das aulas ou na comunicação com os estudantes. Mas surge uma pergunta essencial: será que estamos usando a tecnologia de forma consciente? refletir sobre isso exige sensibilidade e escuta.
O uso da tecnologia pode enriquecer o aprendizado, facilitar o acesso ao conhecimento e criar novas formas de ensinar, já outro lado, sem cuidado, ela também pode reforçar desigualdades, distrair, espalhar desinformação e até ferir a privacidade de alunos e professores. Por isso, no nosso curso de Pedagogia, essa discursão de algoritmos, tecnologias, dados e vigilância não é exagero, é uma urgência, o professor do futuro, que já é o professor de hoje, precisa entender como as plataformas digitais funcionam, como lidar em situações de fake news, o que fazem com os dados dos usuários e como moldam o que cada um vê na internet. A escola precisa formar cidadãos que saibam pensar, escolher e proteger sua autonomia diante de um mundo cada vez mais digitalizado.
Ter que educar para o pensamento crítico, para o cuidado com a verdade e para a responsabilidade no uso da tecnologia é um dos maiores atos compromisso com o presente e o futuro, dos professores e dos alunos.
TSE Explica: como identificar fake news, na dúvida , não compartilhe.
Veja:
https://www.tre-pr.jus.br/comunicacao/noticias/2023/Setembro/como-identificar-fake-news-na-duvida-nao-compartilhe-1

Verdade Ana Milena e Juliana, é preciso ir além do ensino da leitura e escrita, formando leitores críticos, capazes de questionar, buscar a verdade e identificar informações falsas ou manipuladas. Além disso, esse trabalho deve começar desde a infância, de forma lúdica e acessível, para que as crianças aprendam desde cedo a lidar com as informações com um olhar atento, reflexivo e ético.
ResponderExcluirRealmente, ter essa leitura do mundo é essencial para que nossas crianças cresçam com um olhar crítico, para que cresçam questionadores. Como vocês bem colocaram, o uso de tecnologias é bem presente tanto no cotidiano do aluno quanto do professor. Em relação à isso, temos um papel essencial em alertar nossas crianças sobre esse mal que sonsa muitas redes sociais, que é a fake News.
ResponderExcluirVocês abordaram muito bem o tema das fake news e a importância da escola nessa conscientização. Realmente não adianta só ensinar a ler e escrever, é preciso formar estudantes que saibam identificar informações falsas e pensar por si mesmos.
ResponderExcluirO desafio não é só lidar com a informação, mas com a forma como ela circula e chega até os alunos. Parabéns pelo texto!
Parabéns pelo texto meninas! Falar de fake news é urgente, sim, e a escola tem um papel essencial nisso. Acho importante também lembrar que fake news fazem parte de algo maior, que é a desinformação, e isso pode ter consequências sérias, até perigosas. Por isso, enquanto futuras professoras precisamos ensinar os alunos a pensar de forma crítica, a não sair compartilhando tudo o que veem, e a sempre ir além do título, checando a fonte. Informação é poder, mas só quando é verdadeira!
ResponderExcluirBem colocado meninas, nesse mundo onde a informação circula rapidamente a escola deve ser um espaço de resistência à desinformação e focar na formação crítica do estudante. Hoje, a informação falsa se espalha muito rápido, e é preciso ensinar os alunos a pensar, questionar e buscar a verdade.
ResponderExcluirVocês trazem uma reflexão extremamente importante sobre o papel da escola e dos educadores diante das fake news e complementam com o uso consciente das tecnologias digitais, o que casa muito bem. Um aspecto particularmente interessante da leitura é a ênfase posta na formação de cidadãos críticos, capazes de questionar, investigar e saber diferenciar informações verdadeiras das falsas. E a escola é uma entidade essencial para que isso aconteça. Realmente, há de se refletir sobre a importância de uma educação que prepare os alunos ao entendimento da veracidade das informações, já que são frequentemente distribuídas sem embasamento algum. E essa distribuição de informação falsa se torna aquele negócio de passar por muitas pessoas e locais, e com isso, acabar se tornando uma “verdade”. Parabéns pela fundamentação trazida! Adorei o texto de vocês. Ah, sim, também notei muitas virgulas em um período, mas isso não afetou o meu entendimento! Meus parabéns, foram muito bem!
ResponderExcluirRealmente, as informações circulam de maneira muito rápida, o problema é que as falsas informações também como vocês citaram. Por isso é muito importante nós como cidadãos conscientes, estarmos atentos ao receber qualquer tipo de informação. Devemos nos questionar de forma crítica para não ajudar a compartilhar qualquer tipo de Fake News.
ResponderExcluirJuliana e Milena, concordo com os argumentos que trazem sobre a Fake News, especialmente, quando articulam com o papel da educação. Agora, não temos como favorecer o uso da tecnologia de forma consciente e nem refletir sobre a sensibilidade e escuta, se na formação inicial de professores, saímos dessa disciplina, ainda presas com a concepção da tecnologia como ferramenta. Não quero que vocês saiam da disciplina com "medo" de usar essa palavra, e sim, quero que compreendam o que está por traz dessa concepção. E acredito que já expliquei sob re isso a exaustão. Mas, isso, não me impede de explicar quantas vezes forem necessárias.
ResponderExcluirQuanto a reflexão o que observo é que vocês avançaram muito na escrita. Conseguem elaborar um texto fluído, com coesão, mas sinto falta de trazer o referencial, especialmente nesta temática. Vocês trazem alguns conceitos, sem indicar qual é o autor, e nesse tema em especial, os nossos autores de referência foram as colegas e a produção do podcast. Vocês trazem um link ao final do texto, sem estar ativo e como se fosse uma "complemento" e não com parte da mensagem do texto.
Considero que como educadoras, esse tema é fundamental, pois são vocês que precisam criar situações de aprendizagem em que os alunos sejam levados a analisar, comparar, verificar fontes e reconhecer contradições nas informações que recebem — especialmente nas redes sociais, vídeos, memes e mensagens virais. Ou seja, é nosso papel, formar leitores e produtores de informação que saibam conviver em uma sociedade conectada e desigual. Isso significa ensinar a diferenciar opinião de fato, a verificar antes de compartilhar, e a valorizar o conhecimento construído coletivamente com base no diálogo e na ética.